domingo, 10 de julho de 2011

Tic, tac, tic, tac.

E não é que está chegando a hora! Estava aqui checando documentos e bagagens, já que tudo tem que estar prontinho e organizado e, até a hora do ônibus para Porto Alegre, na terça-feira, não terei quase nada de tempo livre.
Viagens como essas, não muito curtas e para lugares distantes, não são simples férias, são mais do que isso, pois são férias da própria vida. E aconselho isso para todo mundo!
Um mês indo a lugares desconhecidos, provando outros sabores, escutando outros idiomas e aproveitando muito tudo isso traz um distanciamento que permite tanta coisa.
É bom sair um pouquinho de cena de sua própria vida e pensar no que está se fazendo e como está se vivendo. Longe cotidiano o percebemos melhor, pois de fora é tão mais fácil se dar conta das coisas.
Além disso, sempre voltamos renovados de uma viagem dessas, cheios de novos parâmetros, conhecimento e com novas visões.
Minha expectativa é enorme, tenho certeza que esse um mês tem tudo para ser inesquecível.
Ótimas companhias, lugares que pelas fotos são lindos, verão como eu tanto gosto e muita vontade de curtir tudo isso.
Um mês longe daqui é bom para tantas outras coisas também. Dar um tempo para o que é chato, difícil e cansativo, e voltar com mais fôlego, para mudar o que dá, ou conviver com o que é impossível alterar. Do que é ótimo e essencial também pode ser bom ficar um tempinho afastado, para depois matar as saudades.
Um mês pode ser tempo suficiente para amadurecimentos ou perecimentos, assim como para decisões e mudanças.
Não estou esquecendo do essencial para aproveitar bem uma viagem: desprendimento, tolerância, curiosidade, paciência e espírito de aventura.
Que comece logo o período das comidas diferentes, de algumas línguas incompreensíveis, dos aeroportos, mapas, trens e gente diferente, pois adoro e estou precisando!

sábado, 9 de julho de 2011

"Brasilidade"




Terminei de ler o livro Comprometida, que é da mesma autora de Comer, rezar e amar. Não é a continuação do outro livro, ao mesmo tempo que é, contraditória essa informação?

Quem já viu o filme ou leu o primeiro livro sabe que a autora na sua viagem se apaixona por um brasileiro e o segundo livro começa com os dois voltando aos Estados Unidos e ele sendo barrado na imigração, o que faz com que os dois precisem se casar para ficar juntos. Na verdade a história deles não é o principal do livro, mas sim a reflexão sobre casamentos. O livro é bom. Mas o que me chamou atenção foi o jeito como a autora fala do Brasil nas vezes em que toca no fato de Felipe ser brasileiro.

Agora vou ter oportunidades de saber mais um pouco da visão de estrangeiros sobre brasileiros, assim que tiver essas informações as publicarei, pois acho muito interessante saber como "brasilidade" é definida no exterior.

Numa das últimas páginas do livro, há um diálogo entre Felipe e a autora, com o qual não tem como os brasileiros não se identificarem, pois acho que somos bem assim.

"- Querida, nada disso se aplica a mim.

- Por que não? - perguntei.

- Não sou grego nem hebraico.

- Então o que você é?

- Sou brasileiro.

- Mas o que isso quer dizer?

Felipe riu.

- Ninguém sabe! Isso é que é maravilhoso em ser brasileiro. Não significa nada! Por isso, dá para usar a brasilidade como desculpa para viver a vida como a gente quer. Na verdade, é uma estratégia brilhante. Ela me levou longe.

- E como é que isso me ajuda?

- Talvez possa ajudar você a relaxar! Você vai se casar com um brasileiro. Por que não começa a pensar como brasileira?

- Como?

- Escolhendo o que você quer! Esse é o jeitinho brasileiro, não é? Pegamos as ideias de todo o mundo emprestadas, misturamos tudo e depois, com isso, criamos algo novo (...)".

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mais papos de criança

Falta uma semana para acabar o semestre na Busy Bee. Meus alunos, apesar do grande frio que vem fazendo, estão comparecendo as aulas cedinho e já sabem que semana que vem começam as férias e que eu vou viajar. Hoje eu estava revisando coisas aprendidas no semestre, algumas músicas e no meio do papo alguma criança fala em arco-iris.

Para eu checar se elas tavam sabendo, perguntei:

- Como eu falo arco-iris em inglês?

Recebi uma resposta no mesmo segundo, de várias crianças, para o meu orgulho, a memória delas é muito boa.

Então, uma aluna minha, que é muito engraçada, me olha e diz:

- Tu devia saber isso, és uma teacher!

Só ri, não ia explicar para ela que eu sabia, que só estava testando eles. Mas eles tem cada uma, só convivendo com eles todos os dias para se ter noção.

sábado, 2 de julho de 2011

O "modelito" mais adequado

O Lugares, pessoas, palavras... trocou de "roupa" para melhor se adequar a situação. Ele agora vai voltar a sua finalidade inicial, a de um Diário de Viagem. Foi para isso que ele surgiu há quase três anos atrás.

Acabei gostando da função e adaptando o conteúdo do blog e a sua finalidade, mas essa é a faceta do blog que eu mais curto de fazer, pois amo falar sobre viagens tanto quanto viajar. Trocar idéias e impressões sobre lugares, incentivar as pessoas a viajarem e auxiliar na organização de viagens de amigos são coisas que faço com muito prazer.

Faltam 11 dias para a partida, a arrumação das malas começa, além de ter que deixar tudo organizado e planejado por aqui.

O roteiro dessa vez promete ser surpreendente. Todo mundo que já foi nos lugares para os quais vamos falam maravilhas e, pelo o que tenho visto na internet e nos guias, os comentários não são exageros.

Agora falta pouco! :)

domingo, 26 de junho de 2011

Filhos do Sol na Fenadoce



O show mais esperado no ano pelos guris da Filhos do Sol é o que eles apresentam na Fenadoce. Eles podem aproveitar para ficar um pouco na feira, ganham um pequeno cachê e adoram pois tem bastante público. Hoje foi a apresentação deles lá e foi muito boa, eles adoraram e o clima estava bem descontraido. Risadas, danças, conversas e muita música. Eles transmitem bastante alegria e carinho, o que poderia se considerar uma contradição, pois como meninos que estão em abrigos, privados de conviver com uma família, conseguem transmitir tais sentimentos. Está ai a prova que basta dar meios para expressão e mudanças para que superações sejam possíveis.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O poder do cotidiano e suas surpresas

Um simples dia pode virar um grande dia por coisas tão banais, não pode?

Você pode acordar achando que o dia será normal, sem nada especial, e não pode ele se transformar em um ótimo dia?

O destino, a sorte, o acaso podem mudar tudo. Às vezes achamos que o dia será chato ou não produtivo e não é. Outras vezes o contrário acontece.

O inesperado, o diferente, o novo, podem fazer toda a diferença, por isso temos que buscá-los ou ao menos dar oportunidade para eles acontecerem. Parte deles acontecem sem que tenhamos nenhuma ingerência, para outros é possível dar uma pequena forcinha, pelo menos uma chance.

Quer arranjar um emprego, procura. Quer encontrar alguém, sai para rua. Quer emagrecer, faz algo para isso. Quer passar num concurso, estuda. Quer ser admirado, se esforça. Quer ter amigos, seja amigável. Quer ter dinheiro, poupa. Quer ser feliz, busca felicidade.

Ando cada vez mais pensando nessas coisas, nos quesitos como sorte, destino, esforço. Fico analisando a vida das pessoas que conheço, o que levou a cada uma estar onde está? Por que alguns tão bem sucedidos, outros mais ou menos, e outros sucedidos em algum aspecto da vida e não em outro? Vi que aquela análise do tempo dos bancos escolares e da universidade, tipo, aquele é bom aluno vai ter sucesso, não é bem assim.

Até porque sucesso e felicidade são conceitos tão pessoais e tão mutáveis. Cada um possui os seus, além deles mudarem com o passar do tempo.

Quer ver como ganhar o dia com coisas tão banais? Hoje tomei um café com uma amiga muito querida botando todas as fofocas em dia, o que já teria feito o dia valer a pena, mas além disso entrei numa calça 36 e quando fui pagar o preço não era R$ 79,90como estava na etiqueta e sim R$ 29,90. Não é para achar que tudo está conspirando a meu favor?

sábado, 18 de junho de 2011

E tem gente que não gosta de aniversário...

Como alguém pode não gostar de seu aniversário?
Idade é só um número, uma mudança, passei de 28 anos e 364 dias, para 29 anos, o que na verdade não faz diferença. É só uma questão de arredondamento.

Tem gente que não gosta do dia do seu aniversário, que entra em crise perto dele, ou que não da nenhuma bola, porém eu não compreendo isso. Não tem como não gostar.

Eu, na última quarta-feira, dia 15 de junho, recebi muitas demonstrações de carinho e amizade. Tanta gente se lembrou do meu aniversário, tanta gente gastou pelo menos um pouquinho do seu tempo desejando coisas boas e me dando atenção.

Ligações de longe e perto, cedo ou tarde, mensagens, presentes, lembranças, atéganhei um post no blog da minha irmã - http://desabafandoumpouco.blogspot.com/2011/06/aniversario-da-clarissa.html.

Recebi visitas, bolo surpresa, abraços carinhosos dos meus alunos, dos meus amigos.
Tem como não adorar a casa cheia dos meus pequenos?
E da presença de amigos ilustres que vieram comer bolo?

(Cau e Mel, não tiramos fotos!, também não tirei foto com a família, falhas!)
Posso dizer que foi tudo bem legal, mesmo sem uma festa propriamente dita e que algumas ausências tenham feito muita falta.


Aproveito a oportunidade para agradecer a todos por tudo isso que citei, sem vocês todos, meu aniversário não teria a mínima graça. Queria ter tido tempo essa semana de agradecer uma por um, mas não deu.


Muito obrigada a todos!


PS: eu dando todo um discurso sobre idade, que é só um número e blá, blá, blá. Quero ver se não vou me apavorar quando o número redondo for trinta. Vou tentar ir me acostumando desde já.