terça-feira, 30 de junho de 2009

Crescer

Crescer é sempre bom.
Ver as pessoas crescerem é ótimo.
E é bom quando a gente consegue ver o nosso próprio crescimento.
Há algum tempo atrás não conseguia ler coisas que eu tinha escrito, pois achava tudo uma bobagem. Mesmo que tivesse escrito há apenas algumas semanas atrás.
Meus cadernos antigos eu pegava e achava horríveis os erros de português que eu cometia.
Hoje as coisas não são bem assim, consigo ver crescimento ao achar os erros nas coisas que eu escrevia normal, rir de diários da minha adolescência e achar que foi ótimo não tê-los queimados todos na fase em que eu os achei ridículos.
Hoje reli bastante coisas do meu blog, e me diverti. Coisa bem boa reler a viagem, os comentários. Outro sinal de crescimento, não estou tão crítica comigo mesmo.

Tem outras coisas mais palpáveis que fazem ver que a gente cresceu e não só envelheceu. Na segunda-feira quando estava a minha frase como a frase da página dois do Diário Popular foi uma dessas situações.


Dá vontade de corrigir várias coisas que já escrevi, passar a limpo os cadernos, escrever no lado das páginas do diário, conselhos para a adolescente Clarissa da Clarissa já com 27 anos, mas, pensando bem, nada disso precisa de ERRATA, pois tudo é questão de fase, e tudo sinal de evolução.

Porém existem algumas ERRATAS necessárias. Nos dois dias seguidos (domingo e segunda) saiu no DP, como se eu fosse assessora jurídica judiciária. Embora muitos não saibam, eu seria se trabalhasse para o Judiciário, mas como trabalho no MP sou assessora jurídica voluntária do Ministério Público, e não judiciária, sei que é uma diferença sutil, mas para quem trabalha no MP e sabe o quanto as suas funções e atribuições são diferentes, prefere não ser confundido.

A propósito, a gripe está passando aos poucos, e já estou me sentindo bem melhor, acho que logo volto as minhas atividades normais. Ainda bem, não estou aguentando mais tanto tempo em casa.

CRACK

O CRACK vem tomando conta das cidades.

Pelotas, que até há pouco tempo podia ser considerada uma cidade tranquila, hoje não possui mais esta característica, casas são arrombadas, há furtos e roubos diários, além de inúmeros casos sérios de violência ligados ao uso de drogas, mais comumente o CRACK. Segundo a Zero Hora, a cidade de Pelotas tem pelo menos 7 mil dependentes da droga.

Faz quase cinco anos que eu trabalho na Promotoria da Infância e Juventude e quando comecei a atender lá, atendia alguns “garotos viciados”, mas eles eram viciados em maconha, tinner, loló...

Hoje quase 100% dos usuários usam o CRACK, que é utilizado não só por garotos e sim por mulheres, crianças, senhoras, senhores, adolescentes, e é devastador.

Lendo o livro Juventude & Drogas: Anjos Caídos, de Içami Tiba, que explica um pouco como agem as drogas, quais as consequências do uso delas, e quais os efeitos que elas trazem para o corpo e a mente humana, eu fico impressionada em como alguém tem coragem de usá-las, pois são verdadeiros venenos e fico pensando em como alguém em busca de prazer pode se submeter a elas. Fico pensando se é falta de informação, e pensando que todo mundo tinha que ter esse conhecimento.

Mas, depois de pensar que essas informações devem ser espalhadas, “caio” na realidade e me lembro dos adolescentes que são atendidos pela Promotoria da Infância e Juventude em Pelotas, que são provenientes das periferias da cidade.

No início do já mencionado livro há a seguinte frase: “Quem é feliz não usa drogas...”, concordo e percebo que a questão da droga não é questão de educação ou informação, pois ela é decorrente de uma desestruturação da sociedade, onde na maioria das vezes a instituição família não está cumprindo seu papel. A maioria de adolescentes pobres usuários de CRACK, provém de famílias desorganizadas e em muitas delas há ausência da figura paterna, o que aumenta a vulnerabilidade social.

Pode estar faltando combate aos traficantes, pode estar faltando educação de qualidade, tratamento adequado, mas com certeza, a “falta” que mais está influenciando é a de política pública no sentido de organização e planejamento familiar, pois são as famílias as responsáveis pela formação do individuo. Jovens sem base familiar e sem perspectiva de um futuro são pessoas infelizes e que vão pagar qualquer preço pela “felicidade” e pelo “prazer” mesmo que eles sejam falsos e custem muito caro.
Baixa auto-estima, problemas de aprendizagem, desistência escolar, miséria, falta de amor e do "fazer" são características comuns a centenas dos adolescentes pelotenses usuários de CRACK.
O problema é enorme, dificil de reverter e o pior é que quem acaba pagando o alto preço não são só os usuários, e sim toda a sociedade.

domingo, 28 de junho de 2009

Que gripe!

Estou aqui, com uma baita gripe, há dois dias na cama.
Que droga! Justo nesse final de semana que eu tinha três festas.

Parada aqui, nos momentos em que não estou tomada pelo mal-estar e pela febre, fico aqui imaginando tudo que está acontecendo lá fora. Escuto os barulhos das pessoas comemorando gols, ontem à noite o barulho dos carros voltando de festas, escuto de longe as conversas das pessoas, fico imaginando o que eu estaria fazendo se eu estivesse boa. Definitivamente não tenho vocação para doente!
Amanhã nada de pilates para mim, não vou conseguir ir preparar as minhas aulas e preciso estar 100% para voltar a trabalhar. E já não vejo a hora para voltar as minhas atividades normais.
Gripe, vírus, ou seja lá quem tu for, vai embora! Já me enchi!
Por que nada tem seu lado só ruim, estou aqui acompanhada de filmes de livros.
A comédia romântica Três Vezes Amor é muito bonitinha. Foge um pouco das tradicionais, pois há um mistério nela, "Ryan Reynolds faz um publicitário em vias do divórcio que relata para sua filha (a excelente Abigail Breslin, de PEQUENA MISS SUNSHINE e SEM RESERVAS) os três marcantes casos de amor da sua vida e desafia a menina a descobrir qual deles se tornaria sua mãe". E tenho que terminar de assistir Entre os Muros da Escola (o problema é que a gripe e os remédios me dão sono e eu acabo dormindo no meio dos filmes), filme francês, baseado em um livro de François Bégaudeau, no qual ele relata sua experiência como professor de Francês em uma escola de ensino médio na periferia de Paris, o filme é bem diferente, pois há muito dialógo nele, quase todos dentro da sala de aula, interessante para é ligado a área da educação, pois não há como não fazer algumas comparações.

Terminei de ler o Dez (quase) amores de Claudia Tajes, que ganhei de aniversário, e o achei muito divertido. É um daqueles que faz as pessoas rir mesmo. Trocando um pouco de gênero, comecei a ler Leite Derramado, do Chico Buarque, das primeiras páginas eu já gostei.
Saiu no Diário Popular de hoje a reportagem sobre adoção. Muito legal, pois acho que é algo que tem que ser bastante divulgado.

Bom início de semana para todos!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Filhos do Paraiso

Acabei de assistir "Filhos do Paraíso" e fazia tempos que eu não via um filme tão bonito. Nunca tinha assistido nada do cinema iraniano e adorei!

A história é simples, a produção não possui muitos recursos, mas o enredo, que começa com a perda de um sapato, é ótimo e as cenas são bem tocantes. Inegável a qualidade dele.

O filme além de ser leve e bonito, mostra a desigualdade social do Irã e passa inúmeras mensagens e lições de vida.

Conceitos como família, irmandade, amizade, são bem abordados no decorrer da história.
As crianças que fazem os personagens principais são uns amores e ótimos atores, pois há muitas cenas em que eles precisam passar muita emoção, o que ocorre com naturalidade.
"Ali é uma criança pobre que apesar de ter apenas 9 anos, mal pode brincar porque já é obrigado pelo pai a trabalhar para ajudar à família, mas sem abandonar a escola, que aliás é um dos melhores alunos. Tudo se complica quando Ali perde os sapatos da irmã, Zahra, que estavam sendo restaurados e pede a ela para não contar aos pais. Ambos passam a dividir o tênis de Ali para irem à escola, resultando numa série de percalços e aventuras".

Com esse filme, pela primeira vez, o Irã conseguiu uma indicação ao Oscar por melhor filme estrangeiro.

Recomendo!

sábado, 20 de junho de 2009

Sábado de sol!

É incrível como um dia de sol no meio do inverno faz com que as pessoas saiam de casa, o Laranjal estava muito movimentado para uma tarde de sábado de junho. Acho que as pessoas, depois de vários finais de semana dentro da "toca", se aquecendo, quiseram pegar um solzinho. Não adianta, por mais que o inverno tenha seu charme, ele é um pouco mais depressivo, basta um calorzinho e um sol aparecer que tudo fica mais alegre.

Eu também aproveitei o sol para tomar um mate com a Laurinha no Laranjal, depois de muito papo, tiramos umas fotos aproveitando a linda cor do pôr-do-sol de hoje.


Estou com a camiseta da Filhos do Sol nas fotos, pois hoje, depois do ensaio, fomos na Fenadoce aonde a banda participou do Jornal da Nativa ao Vivo. Os convites estão aumentando dia-a-dia, pois estão fazendo sucesso os meninos.
Na ida a Feira, hoje ao meio dia, percebi que, pela manhã, mesmo sendo final de semana , ela é tranquila, então se alguém tiver que se aventurar a ir lá amanhã, que é o último dia, aconselho que vá pela manhã, pois acho que deve dar para curtir tudo com calma.
Já ia me esquecendo de dar os créditos das fotos, conforme a "fotógrafa" pediu. As minhas fotos foram batidas pela Laura, que hoje só queria que eu ficasse posando e ela clicando.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Hoje é sexta-feira!

A semana voou! Coisa boa, mais um final de semana chegando.

Minha semana foi boa, na segunda fui comer pizza, já que era o dia mesmo do meu aniversário, na terça ainda teve um bolo surpresa na escola para mim. Na quarta dei uma entrevista para o DP para uma matéria sobre adoção, que deve sair nessa final de semana.

Falando em adoção, a família hoje ganhou um novo membro, a Dama. A princípio minha mãe saiu para comprar uma Dálmata, mas depois decidiu ao invés de pagar para ter um cão, ajudar um. E pegou a Dama que estava para “adoção”. Ela é muito espertinha!
E por falar em esperteza, meus alunos estão cada vez mais espertinhos e engraçados.

Nessa semana perguntamos aonde moravam as sereias e ao invés de dizerem que moram no mar, rapidamente um disse:

- Elas não passam de folclore (o menino só tem quatro anos, e tem um vocabulário fantástico).
Mas os outros também entenderam o que o colega disse e ficaram conversando sobre isso, precisam ver a conversa, não parecia de crianças de três e quatro anos.
No decorrer da conversa um disse:
- Tá, mas dinossauros existiam!
E eu disse que sim, que ele estava certo, e ai ele completou:
- Meu pai já matou um.
Ai, o mesmo menino que utilizou a palavra Folclore, disse:
- Só se ele for um homem das cavernas.

Nessas horas dá vontade de ter filmado a cena.

Além de espertos, eles sempre “soltam” alguma coisa engraçada. Hoje eu revisando as cores com um aluno, disse que a blusa dele era “yellow”, e ele para mim:
- Não é yellow, é maionese (ele queria dizer mostarda!).

Bom final de semana para todos!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Aniversário!

Coisa bem boa fazer aniversário!

Sempre gostei da sensação de ter um dia meu. Claro que, com o passar dos anos, com os aniversários parecendo que estão cada vez mais próximos uns do outros, sempre penso, “ai, nossa, mais um ano”. Porém, sabendo que eles estão sendo aproveitados, e estou tendo muitos ganhos com eles, isso não passa de um rápido pensamento, que logo se transforma num “o que eu quero fazer nos meus 27 anos”.
Com o avançar dos anos pude perceber como a idéia que a gente tem de idade e tempo vai se transformando com o passar do tempo. Os parâmetros mudam muito. Ainda bem que o ser humano tem essa capacidade de adaptação com relação aos “anos de vida” e a visão que temos quando somos mais jovens é bem diferente da que ficamos quando atingimos a idade.
Quero aproveitar a oportunidade para agradecer por todas as palavras, todas as surpresas, todos os abraços, todos os presentes, todos os deslocamentos intermunicipais para me verem, ou seja, por todo o carinho que recebi nessa data. Cada mensagem, cada ligação, cada felicitação, foi importante, e o conjunto delas fez com que meus últimos dias fossem especiais (falo em dias, porque, os que já me conhecem sabem e chamam meus aniversários de Kerb, pois as comemorações começam dias antes).
Adorei o post sobre o meu aniversário no blog da Ana (Roccana): http://roccana2.blogspot.com/2009/06/aniversario-da-clarissa.html, assim como adorei os presentes, o churrasco, a pizza, o bolo hoje na escola.
Todo esse conjunto de coisas me fez entrar os 27 anos bem entusiasmada e feliz!
PS: vocês se lembram que no post sobre o show da Rita Lee reclamei da minha máquina? Não tenho mais motivo para isso. Ganhei uma máquina nova dos meus pais, muito bonitinha e boa! Agora, com certeza, o blog terá fotos de melhor qualidade.